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segunda-feira, 16 de novembro de 2009

Ah, o verão...



Ai, calor!

O verão ainda não chegou mas já tá dando praia. E não tem nada melhor do que ir pegar uma corzinha e dar um mergulho. E de biquíni, né? Porque barriga branca não dá.

As brasileiras adoram essas duas (mini) pecinhas e agradecem muito quem as criou. Mas, quem foi mesmo?

De acordo com o livro "A roupa e a Moda", de James Laver, existem mosaicos romanos, datados do século IV, que mostram mulheres se exercitando com peças que lembram os atuais biquínis.

Mas essa é uma polêmica francesa. Jacques Heim apresentou primeiro a nova peça. Mas Louis Réard a popularizou. Tempos depois da apresentação de Heim, para ser mais exata 5 de julho de 1946, o modelo resurgiu em uma piscina pública em Paris no corpo da dançarina Micheline Bernardini. Réard confeccionou uma peça de 194 cm de tecido com estampa de jornal. Essa data bate com outro acontecimento importante (e bem menos alegre) que foi a explosão atômica experimental no atol de Bikini. Reárd percebeu que sua peça era tão revolucionária, capaz de criar mudanças de enormes proporções , que comparou os dois acontecimentos. E não errou.

Apesar de tanta repercussão, as simples mortais não incorporaram o biquíni tão facilmente ao guarda-roupa. A tarefa ficou nas mãos das deusas hollyodianas, no exterior, e das vedetes, no Brasil.

Quer saber mais? Veja uma galeria de fotos de musas hollyodianas com biquínis maravilhosos e saiba mais sobre a evolução dos modelos década a década.

quarta-feira, 11 de novembro de 2009

A serviço da lei

E se a partir de amanhã o uso de roupas vermelhas e de jaquetas perfectos com tachinhas fosse proibido? Ao invés de vestidos coloridos e ajustados no corpo, só pudessemos usar blusões marrons, verde musgo e roxo?

Vivemos em um época que quase tudo pode na Moda mas não podemos esquecer que as roupas já foram e ainda são, em algumas sociedades não-ocidentais, controladas pela lei.

Essas leis, chamadas de suntuárias, surgiram por volta de 200 a.C. em sociedades primitivas, e controlavam desde o número de convidados da festa de casamento até o tecido da túnica. Depois passaram para o controle da Igreja Católica, que considerava o luxo um pecado. Com a formação dos Estados europeus, o controle desta legislação passou para os Reis de cada país.

Apoiadas em princípios moralistas, essas leis tinham o objetivo de diferenciar o clero, a Corte e a nobreza dos restante da população. O luxo, como a seda e a cores vermelho e dourada, ficava com eles e o lixo com a gente. Também era uma questão de proteção já que ficava fácil de identificar estrangeiros, sempre vistos como uma ameaça.

As leis suntuárias perderam a força com o Revolução Francesa, grande disseminadora do conceito de individualismo, e da Revolução Industrial, que desenvolveu a indústria têxtil a níveis inacreditáveis para a época.

Fontes:

Sumptuary Legislation: Demarketing by Edict de Stlanley C. Hollander
Fashion, Sumptuary Laws and Business, de Herman Freudenberger